quinta-feira, 19 de junho de 2014

COPA DO MUNDO 2014 / FASE DE GRUPOS 19-06-2014


Colômbia toma sufoco, mas bate Costa do Marfim sem perder o rebolado

Mais um adversário entrou na dança da Colômbia nesta Copa do Mundo. Se a estreia foi um baile sobre a Grécia, desta vez foi muito mais difícil. Mas valeu o ritmo dos sul-americanos, que venceram a Costa do Marfim por 2 a 1. Para alegria do 'mar amarelo' que invadiu Brasília e dominou o Mané Garrincha nesta quinta-feira.

A empolgação das arquibancadas parece contagiar a equipe colombiana, que caiu no rebolado para comemorar os dois gols. No primeiro, até os reservas entraram na dança. Empolgada, a seleção amarela sonha alto. E tem motivos para isso, já que chegou a sua segunda vitória e está praticamente classificada para as oitavas de final. A vaga pode ser sacramentada ainda nesta quinta, dependendo do resultado da partida entre Grécia e Japão.

As fases do jogo: 

O ímpeto colombiano apresentado na estreia não se repetiu nesta quinta. A seleção sul-americana deixou que a Costa do Marfim ficasse com a bola na maior parte do primeiro tempo e apostou em resolver o jogo no contra-ataque. Até teve a oportunidade de abrir o placar, mas Gutierrez perdeu uma chance inacreditável. Mas o que se viu na etapa inicial foi uma pressão da Costa do Marfim que esbarrou na retranca adversária.

Se o primeiro tempo foi truncado, a etapa final foi emocionante. James Rodríguez marcou de cabeça e seis minutos depois a Colômbia ampliou com Quintero. Mal deu tempo de comemorar e Gervinho marcou golaço em jogada individual, descontando para os marfinenses. Partida aberta até o fim, com chances dos dois lados. Mas valeu o esforço dos colombianos, que seguraram como puderam o resultado diante da pressão africana nos últimos minutos.

O melhor : James Rodríguez – O meia mais uma vez mostrou porque é considerado a nova revelação do futebol colombiano. Marcou de cabeça no momento em que o jogo estava difícil e ainda serviu Quintero no segundo gol.

O pior : Gutierrez – Verdade que a bola chegou poucas vezes em boas condições para o atacante, sumido na partida, finalizar. Porém, quando a chance apareceu, ele fez o mais difícil. Sozinho na pequena área, isolou a bola.

A chave do jogo : bobeada de Serey Die - volante fazia uma boa partida, mas falhou em um lance capital. Ao tentar sair com a bola, acabou desarmado e permitiu o contra-ataque que terminou com o gol de Quintero. Abalado com o erro, foi substituído em seguida.

Toque dos técnicos : Colômbia recuou sua linha de marcação para atrair a Costa do Marfim a seu campo e ter espaço no contra-ataque com os velozes James Rodríguez e Ibarbo. Marfinenses tiveram dificuldade para furar esta retranca e só conseguiram passar pela defesa adversária em jogadas individuais. Em uma delas, saiu o gol de Gervinho.

Para lembrar:

Emoção marfinense. Durante a execução do hino do país africano, o volante Serey Die foi às lágrimas e chorou copiosamente. Foi bastante aplaudido até pela torcida colombiana, que viu a cena no telão do estádio.

Segura o balão. A grande festa da torcida colombiana foi parar no meio do campo. Logo nos primeiros minutos de jogo, uma bexiga gigante em formato de bola acabou invadindo o gramado e teve que ser retirada pelos jogadores.

Cadê a torcida ? Longas filas nas lanchonetes e principalmente nos banheiros durante o intervalo fez com que as pessoas demorassem para voltar aos seus lugares. O resultado foram muitas cadeiras vazias no início do segundo tempo.

Ficha Técnica / Colômbia 2 X 1 Costa do Marfim

Data : 19/06/2014 - 13h / Local : Mané Garrincha (Brasília)

Árbitro : Howard Webb (ING)

Auxiliares : Michael Mullarkey e Darren Cann (ING)

Cartões amarelos : Zokora (Costa do Marfim)

Gols : James Rodríguez, aos 18 min, Quintero, aos 24 min, e Gervinho aos 27 min do 2º tempo

Colômbia : Ospina; Zuniga, Yepes, Zapata e Armero (Santiago Arias); Sánchez, Aguilar (Mejía), Cuadrado e James Rodriguez; Ibarbo (Quintero) e Gutierrez. Técnico : José Pekerman

Costa do Marfim : Barry; Aurier, Bamba, Zokora e Boka; Serey Die (Bolly), Tioté e Yaya Touré; Gervinho, Bony (Drogba) e Gradel (Kalou). Técnico : Sabri Lamouc


Suárez retorna e é herói uruguaio em triunfo emocionante sobre a Inglaterra

"Volveremos, volveremos, volveremos otra vez. Volveremos a ser campeones, como la primera vez" é uma das músicas cantadas pela torcida uruguaia para apoiar sua seleção. Se o Uruguai voltará a ser campeão no Brasil não é possível saber ainda, mas o Itaquerão, em São Paulo, viu outro retorno: o de Luis Suárez. O atacante, que 20 dias antes do Mundial teve que operar o joelho, não atuou na estreia. Voltou nesta quinta-feira e já mostrou por que é o craque do time. Vitória do Uruguai sobre a Inglaterra por 2 a 1, dois gols dele, o que deixa os sul-americanos vivos no Grupo D, enquanto a Inglaterra se complica.

Os ingleses podem ser eliminados já na próxima sexta-feira, em caso de empate entre Itália e Costa Rica, que duelam em Recife. E isso graças ao melhor jogador de seu campeonato local - Suárez, do Liverpool, pode ser o responsável por eliminar a seleção do país no qual joga. Herói uruguaio. Seu entrosamento com Cavani deu resultado mais uma vez, e o Uruguai segue com seu sonho de repetir a história que produziu em 1950.

Fases do jogo: 

Duas seleções que precisavam da vitória para ficar vivas no Grupo D. Uma seleção que usualmente atua melhor contra times grandes do que contra pequenos. Que gosta de ser a zebra. E foi isso que o Uruguai se propôs a fazer nesta quinta. E fez perfeitamente. Com drama, muito drama, como gostam os uruguaios.

No primeiro tempo, ótimo futebol dos Celestes. Suárez mostrando que é essencial e marcando, após cruzamento de Cavani. A Inglaterra simplesmente não conseguiu jogar. Na segunda etapa, o outro lado uruguaio: a raça. A Inglaterra partiu para cima, marcou com Rooney - seu primeiro gol em Copas - e continuou a pressão. O Uruguai gostou. Apostou no lançamento para a frente. Na correria de Suárez. Deu certo,. Vitória emocionante. Três pontos. O Uruguai pega a Itália pela vaga. OS gramados brasileiros já viram este time fazer história. E podem fazer de novo.

O melhor : Luis Suárez - O atacante passou por artroscopia no joelho e não se recuperou a tempo de jogar contra a Costa Rica, na estreia do Uruguai na Copa. Derrota. Ele voltou para salvar sua seleção e cumpriu seu papel. O ataque uruguaio funcionou – apesar das chances perdidas na cara de Joe Hart. Dois gols dele, duas jogadas com envolvimento de Cavani. Tudo que os uruguaios queriam.

O pior : Cahill - O zagueiro do Chelsea, assim como seu companheiro Jagielka, deixou Cavani e Suárez soltos. No primeiro gol, Suárez aparece nas costas da zaga, solto para cabecear. No segundo, ele ganha na velocidade de Cahill e fuzila Hart. Na rivalidade Liverpool e Chelsea, Suárez fez o lado vermelho vencer.

Toque dos técnicos : O primeiro tempo foi do Uruguai, e muito em razão das mudanças feitas por Oscar Tabarez para o jogo em relação a estreia. Forlán foi para o banco, assim como Stuani, e Lodeiro e Suárez entraram. A ligação entre meio e ataque do Uruguai passou a funcionar e os sul-americanos foram para o intervalo na frente. 

Coube a Roy Hodgson responder. Ele abandonou a formação com quatro atacantes - por mais que Rooney e Sterling fiquem mais recuados - e colocou Barkley e Lallana. As mudanças surgiram efeito. Os ingleses pararam de correr e souberam trabalhar a bola. Glen Johnson fez linda jogada pela direita até achar Rooney sozinho para a salvação inglesa. Só que a Inglaterra resolveu ficar na pressão, e levou o gol da derrota em contra-ataque.

Chave do jogo : Luis Suárez. O homem que joga na Inglaterra , que foi eleito o melhor jogador no país. O homem que é criticado por supostamente ser "cai-cai". Criticado, pelo jeito, jamais será novamente na terra da Rainha. Não após "destruir" a seleção europeia. Às vezes, a chave é a individualidade. A estrela de um jogador. Nada que possa ser criado, influenciado por outros. Suárez foi a chave. Sozinho.

Para lembrar:

O canto de "Timão, eô" era entoado pela torcida do Corinthians em seu estádio até segundos antes de Suárez acertar a cabeçada do primeiro gol uruguaio. Se o time paulista ainda não venceu em sua nova casa, pelo menos deu sorte para o Uruguai.

Álvaro Pereira recebeu pancada na cabeça aos 17 minutos do segundo tempo e caiu no gramado. Os médicos uruguaios que o atenderam apontaram para o banco pedindo sua substituição. Foi a deixa para que o jogador do São Paulo levantasse e veementemente se negasse a sair, gesticulando com os dedos para mostrar que ficaria em campo. E ficou.

A cantora Rihanna 'cornetou' o goleiro Muslera durante o jogo. Um minuto depois, ele fez uma linda defesa. Mais tarde, defesa espetacular em chute a queima-roupa de Rooney. Talvez a cantora não entenda tanto de futebol.

Luis Suárez comemorou seu primeiro gol de maneira especial: abraçando Walter Ferreira, fisioterapeuta da seleção uruguaia. Foi ele o responsável pelo tratamento no joelho do atacante, que voltou a jogar menos de um mês depois de passar por artroscopia.

Ficha Técnica / Uruguai 2 x 1 Inglaterra

Data : 19 de junho de 2014 / Horário : 16h00 (de Brasília)

Local : Itaquerão, em São Paulo (SP)

Árbitro : Carlos Velasco Carballo (ESP)

Assistentes : Juan Yuste (ESP) e Roberto Alonso Fernandez (ESP)

Cartões amarelos : Godín, aos 8 min. do 1°t (URU); Gerrard, aos 22 min. do 2°t (ING)

Gols : Luis Suárez, aos 38 min. do 1°t, e aos 39 min. do 2°t (URU); Rooney, aos 29 min. do 2°t (ING)

Uruguai : Muslera; Cáceres, Godín, Giménez e Álvaro Pereira; Arévalo Rios, Álvaro González, Lodeiro (Stuani, aos 21 min. do 2°t) e Cristian Rodríguez; Luis Suárez (Coates, aos 44 min. do 2°t) e Cavani
Técnico : Oscar Tabarez

Inglaterra : Hart, Glen Johnson, Jagielka, Cahill e Baines; Gerrard, Henderson (Lambert, aos 42 min. do 2°t) , Sterling (Barkley, aos 19 min. do 2°t) e Rooney; Welbeck (Lallana, aos 25 min. do 2°t) e Sturridge
Técnico : Roy Hodgson


Com show de gols perdidos, Japão empata com Grécia e classifica Colômbia

O Japão tentou um gol até o fim, mas não conseguiu se desvencilhar da forte marcação grega e decepcionou sua torcida que compareceu à Arena das Dunas. O empate sem gols entre Japão e Grécia em Natal, um jogo que foi burocrático no começo e esquentou um pouco no fim, mantém os dois times vivos na briga pela classificação em seu grupo, mas complica a situação de ambos.

O Japão criou várias oportunidades, principalmente no final, mas pecou na finalização. O resultado, por tabela, garante a classificação colombiana. A seleção líder da chave tem seis pontos e não pode mais ser ultrapassada por dois dos três rivais.   

Fases do jogo: 

Superior tecnicamente, o Japão foi o time que propôs o jogo desde o começo. Essa situação ficou ainda mais clara quando os gregos perderam seu capitão, expulso com dois cartões amarelos ainda no primeiro tempo. A eficiência defensiva europeia foi então posta à prova, e os dez gregos se desdobraram para marcar seus velozes adversários.

O desafogo grego eram as raras tentativas em contra-ataque, além de lançamentos na área para Gekas, que substituiu o artilheiro Mitroglou, machucado. No segundo tempo, ficou evidente a principal falha japonesa: a finalização. O time chegou várias vezes ao ataque, mas seus jogadores pareciam ter entrado em campo com as chuteiras invertidas.

O melhor : Kawashima. A Grécia atacou pouco, mas quando conseguiu chegar ao gol japonês encontrou a segurança de Kawashima, que fez pelo menos duas defesas difíceis na partida.  

O pior : Katsouranis. O capitão grego foi expulso após duas faltas desnecessárias que lhe renderam cartões amarelos. Sua saída prejudicou a estratégia de forte marcação adotada pelo time.

Chave do jogo : o preparo físico grego. Mesmo com um homem a menos desde o primeiro tempo, a Grécia conseguiu fôlego para manter a marcação até o fim. Os jogadores se desdobraram e mantiveram um empate com tons heroicos.

Toque dos técnicos : O italiano Alberto Zaccheroni hesitou em fazer seu time avançar sobre o adversário com inferioridade numérica. A entrada de Kagawa, camisa 10 japonês, melhorou a qualidade do passe no segundo tempo, mas não foi suficiente para chegar ao gol.

Para lembrar:

O artilheiro fora. Mitroglou, cujos gols foram importantes para classificar a Grécia ao Mundial, saiu machucado no primeiro tempo. Aparentemente, ele sofreu uma contusão nas costas. Era a única esperança ofensiva dos gregos na partida.

O gol que Pelé não fez. E nem Samaras. Na volta para o segundo tempo, o veterano viu o goleiro japonês adiantado e tentou encobri-lo com um chute do meio-campo, logo após a saída de bola. Passou longe, mas assustou Kawashima.

Altos x Baixos. A seleção japonesa é a segunda mais baixa da Copa. Os gregos são os terceiros mais altos. Por algum motivo estranho, o Japão tentou fazer gols com bolas alçadas na área, mas apenas esbarrou no paredão grego.

Ficha Técnica / Japão 0 x 0 Grécia

Data : 19/06/2014 - 19h / Local : Arena das Dunas (Natal)

Árbitro : Joel Aguilar (El Salvador)

Auxiliares : William Torres (El Salvador) e Juan Zumba (El Salvador)

Cartões amarelos : Hasebe (Japão), Katsouranis, Samaras (Grécia)

Cartão vermelho : Katsouranis (Grécia)

Japão : Kawashima; Uchida, Konno, Yoshida e Nagatomo; Yamaguchi, Hasebe (Endo), Honda, Okubo (Kagawa) e Okazaki; Osako
Técnico : Alberto Zaccheroni

Grécia : Karnezis; Torosidis, Holebas, Sokratis, Manolas e Maniatis; Katsouranis, Kone (Salpingidis), Samaras; Mitroglou (Gekas) e Fetfazidis (Karagounis)
Técnico : Fernando Santos

Por Marcelo Oliveira / VídeoPlay Esporte

quarta-feira, 18 de junho de 2014

COPA DO MUNDO 2014 / FASE DE GRUPOS 18-06-2014


Holanda faz novo jogo de muitos gols, mas bate Austrália no sufoco

Quer ver muitos gols? Assista a um jogo da Holanda nesta Copa do Mundo. Após golear a Espanha na estreia, os atuais vice-campeões mundiais protagonizaram mais uma partida de bastante bola na rede. A expectativa de um novo show esbarrou em uma boa atuação da Austrália, mas os europeus mostraram força para buscar a virada por 3 a 2, nesta quarta-feira, no Beira-Rio.

Vitória que veio no sufoco. Os australianos chegaram a estar à frente no placar e desperdiçaram várias chances de ampliar. Valeu, porém, o poderio ofensivo da Holanda, que encurralou o adversário no segundo tempo e confirmou seu status de candidata ao título. A classificação para as oitavas de final está praticamente garantida e pode ser sacramentada ainda nesta quarta, dependendo do resultado de Espanha x Chile.

As fases do jogo

A goleada holandesa sobre os espanhóis não intimidou a Austrália, que encarou os atuais vice-campeões do mundo de igual para igual. Verdade que foi penalizada pela ousadia, saindo atrás no placar em um contra-ataque puxado por Robben. Mas 13s depois empatou com um golaço de Cahill. Ainda teve duas grandes chances de virar na etapa inicial, mas pecou na falta de pontaria.

Um pênalti logo no início do segundo tempo, convertido por Jedinák, deixou a impressão de que a 'zebra' daria as caras em Porto Alegre. Mas a Austrália sentiu o gosto de seu próprio veneno. Três minutos depois de marcar, sofreu o empate relâmpago com Van Persie. Gol que finalmente acordou os holandeses, que encurralaram o adversário na etapa final e chegaram à virada com Depay.

O melhor : Robben – O carequinha holandês parece incansável. Todas as jogadas ofensivas de sua seleção passaram pelos seus pés, sendo o motor da virada holandesa. Ainda deixou o seu gol.

O pior : Sneijder – Em um jogo de muitos gols, o meia foi quem destoou do sistema ofensivo da Holanda. Ficou preso na marcação, criou pouco e ainda passou a impressão de estar fora de forma.

A chave do jogo : troco relâmpago – O gol de Robben no início do 1º tempo deu a impressão de que uma nova goleada era questão de tempo. O empate da Austrália logo no lance seguinte esfriou o ímpeto europeu. Veneno provado pelos australianos na etapa final, quando sofreram o empate 3 minutos após virarem o jogo.

Toque dos técnicos : Ange Postecoglou surpreendeu ao colocar sua equipe para jogar no ataque. Sufocou a saída de bola holandesa, com marcação reforçada sobre Sneijder, e acuou o adversário. A solução de Van Gaal veio graças a uma lesão. Ao perder o zagueiro Martins Indi, mandou a campo o atacante Depay e mudou a história da partida.

Para lembrar:

Artilheiros suspensos. Autor dos dois gols da Austrália na Copa até agora, Tim Cahill levou o segundo cartão amarelo e está fora da partida contra a Espanha, na última rodada. Mesma situação de Van Persie, que será desfalque no duelo contra o Chile.

Choque e susto. Zagueiro holandês Martins Indi caiu de mau jeito após dividida de bola e ficou desacordado. Acabou substituído.

Finalmente teve hino. Após vexame em jogo entre França e Honduras, desta vez o sistema de som do Beira-Rio funcionou normalmente para a execução dos hinos de Holanda e Austrália.

Presença real. Rei Guilherme Alexandre e a rainha Máxima Zorriegueta compareceram ao Beira-Rio e se mostraram empolgados na torcida pela Holanda.

Ficha Técnica / Austrália 2 x 3 Holanda

Data : 18/06/2014 - 13h (de Brasília) / Local : Beira-Rio (Porto Alegre)

Árbitro : Redouane Achik (MAR)

Auxiliares : Abdelhak Etchiali (ALG) e Bakary Gassama (GAM)

Cartões amarelos : Tim Cahill (Austrália) e Van Persie (Holanda)

Gols : Robben, aos 19 min, e Tim Cahill aos 20 min do 1º tempo; Jedinák, aos 9 min, Van Persie aos 12 min, e Depay aos 23 min do 2º tempo

Austrália : Ryan; McGowan, Wilkinson, Spiranovic e Davidson; Jedinak, McKay, Oar (Taggart), Bresciano (Bozanic) e Leckie; Tim Cahill. Técnico: Ange Postecoglou

Holanda : Cillessen; Vlaar, De Vrij e Martins Indi (Depay); Janmaat, De Guzman (Wijnaldum), De Jong, Sneijder e Blind; Robben e Van Persie (Lens). Técnico: Louis Van Gaal



Vexame! Atual campeã, Espanha é humilhada pelo Chile e está fora da Copa

Campeã da Eurocopa de 2008 e de novo em 2012. Campeã do mundo em 2010. Para muitos, um dos melhores times da história do futebol, inovador e dono de estilo único, que pautaria o esporte por anos. Agora, também dona de uma das maiores vergonhas da história das Copas. Nesta quarta-feira, a Espanha caiu no Maracanã para o Chile, por 2 a 0, e foi eliminada na primeira fase da Copa do Mundo. Pior: foi a primeira a cair com apenas as duas primeiras rodadas tendo sido jogadas.

Chile e Holanda comemoram: em um grupo no qual a Espanha era favorita, farão jogo tranquilo na última rodada, já classificadas. A Espanha? A melancolia continua: terá que jogar contra a Austrália para evitar ser a lanterna do Grupo B. Não há outra palavra que defina melhor a situação a não ser "vexame". O rosto dos espanhóis quando ouviram o apito final também ilustra bem: de vergonha. Oficialmente, o fim da era espanhola. O mundo do futebol terá um novo dono em 25 dias.

Fases do jogo : 

O Chile entrou em campo com três pontos ; a Espanha, com zero. Mas a vontade de vencer era maior em quem poderia jogar mais atrás, em quem aceitaria um empate como bom resultado (se empatasse, o Chile jogaria por um empate contra a Holanda, já classificada). A Espanha simplesmente não sabia como jogar de outra maneira além do "tiki taka", abolido na partida que causou sua eliminação. O Chile, diferentemente, se manteve fiel ao seu estilo: pegada, velocidade, ofensividade.

Quando Sánchez achou Vargas na área para o primeiro gol, e quando Aránguiz marcou, de bico, após falha de Casillas em falta de Sánchez, o Chile não tinha por que atacar. Era só esperar. E não tinha como isso dar errado. Sampaoli, sempre agitado na beira do campo, nem precisou recuar o time. Tranquilo, viu a Espanha se perder tentando fazer o que nunca fez nos últimos seis anos: jogar de forma desesperada. Muitos dizem que a Espanha pouco chuta, e que quando precisassem isso faria falta. Fez. Muitos dizem que a Espanha pouco usa os cruzamentos. Tentaram - sem nenhuma qualidade. Acabaram eliminados.

O melhor : Alexis Sanchez - O atacante que, curiosamente, joga no time que mais usa o "tiki taka" no mundo além da seleção espanhola, o Barcelona, foi o principal responsável pelos gols que eliminaram os europeus. No primeiro tento, recebeu na área, viu que Vargas estava sozinho na frente de Casillas e rolou para o companheiro marcar; no 2°, cobrou boa falta e contou com falha de Casillas, que optou por socar a bola e a coloco nos pés de Aránguiz.

O pior : Diego Costa - Ele só fez dois jogos oficiais com a camisa da Espanha, após toda a polêmica se seria jogador do Brasil ou do time europeu. Não fez gol, não criou e ainda viu sua seleção ser eliminada da Copa após essas duas partidas. Assim como na partida contra a Holanda, foi substituído quando o time precisava de gols e por Fernando Torres, criticado por muitos por não ser tão artilheiro na atualidade como já foi antes.

Toque dos técnicos : A Espanha tirou Xavi, o principal expoente do "tiki taka", para mudar seu estilo de jogo. Jorge Sampaoli, técnico do Chile, percebeu que seu rival viria modificado e detectou como neutralizar isso: avançando a marcação e, quando a bola chegava à sua defesa, com até três jogadores cercando o adversário. Como a Espanha não tentava mais os toques em profusão, funcionou. Vicente Del Bosque, pelo jeito, não soube como treinar seus atletas para que funcionassem de outro jeito sem ser o que deu certo nos últimos seis anos.

Chave do jogo : A marcação chilena, que não deu espaços aos espanhóis. Cada roubo de bola do Chile criava desespero na defesa espanhola - alterada, com Martinez no lugar de Piqué -, que constantemente corria atrás da linha da bola para se recuperar, sempre vendo Sánchez ou os laterais Isla e Mena surgindo pelas pontas. O desespero espanhol abriu ainda mais o jogo, e o Chile só não fez mais por pecar nas finalizações. A Espanha também mostrou que não se preparou para o caso de jogar atrás no placar. Sem isso, não houve como se recuperar no jogo - nem o "abafa" foi bem feito.

Para lembrar:

A Espanha se torna a quarta seleção a ser eliminada na Copa seguinte a um título na primeira fase no atual sistema, com grupos de quatro times. Antes, só Brasil em 1966, França em 2002 e Itália em 2010 haviam protagonizado tal papelão.

Novamente a torcida do Chile deu show. Pintou o Maracanã de vermelho e gritou o tempo todo, como se fosse o time da casa. No hino, assim como na primeira rodada, em Cuiabá, cantou a capela junto com os jogadores após a música ser cortada. Com o placar positivo construído, os gritos de 'olé" surgiram, para ajudar o Chile a colocar a Espanha na roda.

Como a torcida brasileira era menor (ou, pelo menos, era abafada pela festa chilena), Diego Costa não sofreu tanto como na estreia em Salvador. Porém, ao ser substituído na segunda etapa, foi novamente vaiado. Com a eliminação precoce, haverá quem questione: ele fez a escolha certa?

Mas os brasileiros também fizeram festa : na metade do segundo tempo, começaram os gritos de "eliminado" para os espanhóis; logo depois, com Valdivia no banco, pediram a entrada do jogador do Palmeiras - que jogou os 10 minutos finais.

O Maracanã não dá sorte para a Espanha : em 1950, levou de 6 a 1 do Brasil no quadrangular final do Mundial; em 2013, levou de 3 a 0 do Brasil na decisão da Copa das Confederações. Agora, eliminada também no Rio de Janeiro.

Ficha Técnica /  Espanha 0 X 2 Chile

Data : 18 de junho de 2014 / Horário : 16h00 (de Brasília)

Local : Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

Árbitro : Mark Geiger (EUA)

Assistentes : Mark Sean Hurd (EUA) e Joe Fletcher (CAN)

Cartões amarelos : Vidal, aos 26 min. do 1°t, Mena, aos 15 min. do 2°T (CHI); Xabi Alonso, aos 40 min. do 1°t (ESP)

Gols : Vargas, aos 19 min., Aránguiz, aos 43 min. do 1°t (CHI)

Espanha : Casillas; Azpilicueta, Javi Martinez, Sergio Ramos e Alba; Xabi Alonso (Koke, no intervalo), Busquets, Iniesta e David Silva; Pedro (Cazorla, aos 30 min. do 2°t) e Diego Costa (Fernando Torres, aos 18 min. do 2°t)
Técnico : Vicente Del Bosque

Chile : Bravo; Isla, Medel, Jara e Mena; Fracisco Silva, Díaz, Aránguiz (Gutiérrez, aos 19 min. do 2°t) e Vidal (Carmona, aos 42 min. do 2°t); Vargas (Valdivia ,aos 38 min. do 2°t) e Alexis Sanchez
Técnico : Jorge Sampaoli


Croácia atropela Camarões, elimina africanos e ajuda Brasil

Com um homem a mais durante todo o primeiro tempo, a Croácia não teve dificuldade para atropelar Camarões por 4 a 0 na Arena Amazônia, em Manaus. Uma expulsão infantil no final do primeiro tempo deixou a seleção camaronesa em situação muito difícil na partida e facilitou o trabalho dos europeus. Eles ainda contaram com a boa atuação de Mario Mandzukic, autor de dois gols na partida. Agora, os croatas jogarão contra o México ainda com chances de classificação.

A goleada croata também beneficia o Brasil, que enfrentará um adversário sem grandes aspirações na próxima segunda-feira. Um simples empate contra Camarões classificará os donos da casa às oitavas de final.

Fases do jogo: 

A Croácia abriu o placar logo no começo, em seu primeiro ataque, e isso foi o suficiente para deter o ímpeto inicial dos camaroneses, que tinham começado mais presentes no campo de ataque. Com a vantagem no placar, os croatas recuaram a marcação e adotaram uma estratégia que foi capaz de neutralizar as tentativas africanas.

No final do primeiro tempo, o cartão vermelho a Alex Song, articulador de sua equipe no meio-campo, minimizou ainda mais as chances camaronesas. Mesmo quando conseguiam chegar ao ataque, os africanos falhavam nas finalizações. A ausência de Samuel Eto'o, que, machucado, viu a partida do banco, certamente teve influência no desempenho ruim. No final do segundo tempo, atletas camaroneses ainda trocaram agressões. Eliminação melancólica.   

O melhor : Mandzukic. O artilheiro croata, que estava suspenso e não jogou na estreia, voltou ao time e mostrou com seus dois gols por que é um das atletas mais importantes do país. Movimentou-se, brigou com os zagueiros e mostrou eficiência ao aproveitar a maioria das oportunidades que teve.

O pior : Song. O meio-campista do Barcelona deu um forte soco nas costas de Mandzukic em lance sem bola, sem nenhum motivo que justificasse. Ainda pior: na frente do árbitro, que não hesitou em expulsá-lo. Nem os camaroneses reclamaram do vermelho.  

Chave do jogo : A expulsão. Mesmo perdendo por 1 a 0, Camarões tentava chegar ao empate, embora tivesse muita dificuldade em fugir da marcação. Quando Song levou o vermelho no final do primeiro tempo, o jogo ficou todo favorável aos croatas.

Toque dos técnicos : Como teve de volta seu principal atacante, Niko Kovac armou um eficiente esquema ofensivo que tinha o centroavante na área incomodando os zagueiros africanos. Como ele atraía a marcação sobre si, sobrou mais espaço para os homens que vinham de atrás, como Perisic e Olic (autores dos primeiros gols).

Para lembrar:

Tá no sangue. A expulsão não foi o primeiro cartão vermelho da família Song em Copas. Nem o segundo. Tio de Alex, Rigobert Song já tinha sido expulso duas vezes em Copas: uma em 1994 e outra 1998. Rigobert agora trabalha na comissão técnica camaronesa e viu de perto o papelão do sobrinho.

Fogo amigo. Eliminados e goleados, alguns jogadores de Camarões chegaram a trocar agressões e palavras ríspidas em campo. No final da partida, houve uma tentativa de cabeçada, e outros atletas precisaram intervir para que a briga não ficasse mais violenta.

Umidade castiga técnico. À beira do gramado, o alemão Volker Finke, técnico de Camarões, já estava ensopado de suor antes dos 10min do primeiro tempo. O calor em Manaus não estava tão forte, mas a típica umidade amazônica castigou quem estava dentro e fora de campo.

Brasileiros em campo. Dois brasileiros naturalizados croatas, que normalmente são reservas, entraram em campo em Manaus. Sammir, natural de Itabuna na Bahia, começou como titular. Já o carioca Eduardo dos Santos entrou no segundo tempo e teve boa atuação.  

Ficha Técnica / Camarões 0 X 4 Croácia

Data : 18/06/2014 - 19h / Local : Arena da Amazônia (Manaus)

Árbitro : Pedro Proença (POR)

Auxiliares : Bertino Miranda (POR) e José Trigo (POR)

Cartões amarelos : Srna e Eduardo dos Santos (Croácia)

Cartões vermelhos : Song (Camarões)

Gols : Olic, aos 11min do 1º tempo, Perisic, aos 3min, Mandzukic aos 16min e aos 27min do 2º tempo

Camarões : Itandje, Mbia, Chedjou (Nounkeu), N'koulou e Assou-Ekotto; Matip, Song e Enoh; Moukandjo, Aboubakar (Webo) e Choupo-Moting
Técnico : Volker Finke

Croácia : Pletikosa, Srna, Corluka, Lovren e Pranjic; Modric, Rakitic, Perisic (Rebic), Sammir (Kovacic) e Olic (Eduardo dos Santos); Mandzukic
Técnico : Niko Kovac

Por Marcelo Oliveira / VídeoPlay Esporte

terça-feira, 17 de junho de 2014

COPA DO MUNDO 2014 / FASE DE GRUPOS 17-06-2014


'Geração dourada' da Bélgica sua para arrancar virada contra a Argélia

A Bélgica chegou ao Brasil como grande candidata a surpresa desta Copa do Mundo. Mas precisou suar muito para sair da estreia com uma vitória. A forte retranca da Argélia complicou muito a vida dos europeus, mas no fim prevaleceu o talento de sua 'geração de ouro' em uma vitória de virada por 2 a 1, nesta terça-feira, no Mineirão.

O triunfo veio, mas a imagem que fica é de uma seleção que apresentou bem menos que que prometia antes do Mundial – e diante de um adversário sem grande qualidade técnica. A chance de mudar esta primeira impressão será no próximo domingo, contra a Rússia, no Maracanã. A Argélia enfrenta a Coreia do Sul, em Porto Alegre, e mostra que deve incomodar os demais rivais na briga por uma vaga nas oitavas de final.

As fases do jogo: 

A partida desta terça poderia ter sido disputada em apenas metade do campo. Foi ataque contra defesa o tempo inteiro, com os belgas pressionando e parando na forte retranca argelina. O gol parecia questão de tempo. Mas tudo deu errado para os europeus no primeiro tempo. Em um dos poucos contra-golpes dos africanos, Feghouli foi derrubado na área. Ele mesmo converteu o pênalti e colocou a Argélia em vantagem.

As mudanças promovidas pelo técnico belga empurraram ainda mais a equipe para o campo de ataque na etapa final. A Argélia tentou se segurar como pôde. Mas valeu a insistência belga. Fellaini e Mertens, que entraram no segundo tempo, aproveitaram os poucos espaços da defesa adversária e tiraram a Bélgica do sufoco.

O melhor : Fellaini – Sua entrada mudou a partida. Além de oportunismo no gol de cabeça que empatou o jogo, ajudou a desconstruir o 'ferrolho' argelino caindo pelas pontas.

O pior : Lukaku – Muito se esperava do atacante do Chelsea em sua estreia na Copa, mas ele decepcionou. Foi presa fácil da retranca argelina e não criou sequer uma chance de gol. Acabou substituído no intervalo.

A chave do jogo : retranca africana - Os argelinos 'estacionaram o ônibus' na frente de sua área. Implementaram uma forte retranca, com os 11 jogadores em seu campo de defesa e praticamente sem dar espaços. O 'ferrolho' fez os belgas sofrerem muito mais que o esperado em sua estreia na Copa.

Toque dos técnicos : Marc Wilmots mostrou estrela com suas alterações no segundo tempo. As duas apostas do treinador, Fellaini e Mertens, balançaram as redes e garantiram a virada da Bélgica.

Para lembrar:

Argélia joga em casa. Um grande contingente de torcedores do país invadiu Belo Horizonte e foi maioria no Mineirão. A torcida ainda ganhou o reforço dos brasileiros, que adotaram o país africano e vaiaram as tentativas de ataque belga.

Paletó, por favor. Foi o pedido inusitado do quarto árbitro para o técnico da Bélgica, Marc Wilmots. Tudo porque sua camisa branca poderia ser confundida com o uniforme dos jogadores da Argélia.

Ficha Técnica / BÉLGICA 2 X 1 ARGÉLIA

Data : 17/06/2014 - 13h (de Brasília)  / Local : Mineirão (Belo Horizonte)

Árbitro : Marco Rodriguez (MEX)

Auxiliares : Marvin Torrentera e Marcos Quintero (MEX)

Cartões amarelos : Vertonghen (Bélgica) e Bentaleb (Argélia)

Gols : Feghouli, aos 23 min do 1º tempo; Fellaini, aos 24 min e Mertens aos 34 min do 2º tempo

Bélgica : Courtois; Alderweireld, Kompany, Van Buyten eVertonghen; Witsel, Dembele (Fellaini), De Bruyne, Hazard e Chadli (Mertens); Lukaku (Origi). Técnico : Marc Wilmots

Argélia : Mbolhi; Mostefa, Bougherra, Halliche eGhoulam; Feghouli, Medjani, Taider e Bentaleb e Mahrez; Soudani (Slimani).Técnico : Vahid Halilhodzic



Seleção para em goleiro mexicano e empate decepciona torcida cearense

O Brasil só havia, até esta terça-feira, disputado partidas de Copa em casa no chamado "eixo Rio-SP". Até que finalmente o Nordeste, mais especificamente Fortaleza, teve a chance de assistir in loco um jogo de Copa com a seleção em campo. Só que os cearenses no estádio viram uma atuação fantástica de Ochoa, o goleiro mexicano, e não do Brasil. Para decepção dos nordestinos, a seleção brasileira ficou no 0 a 0 contra o México, na segunda rodada do Grupo A.

O Brasil segue na liderança mesmo assim, com o México atrás no saldo de gols - ambos com quatro pontos. E isso graças a Guillermo Ochoa. Foram, no mínimo, três defesas espetaculares do cabeludo arqueiro, parando chutes e cabeçadas a queima roupa de Neymar. O Brasil apostou em pressionar, "abafar" os rivais, mas nada abalou o goleiro. Para felicidade da grande torcida mexicana no estádio, a primeira decepção brasileira em sua segunda Copa em casa ocorreu.

Fases do jogo: 

Dos quatro tempos jogados pela seleção brasileira até aqui no Mundial, nenhum foi tão ruim quanto o primeiro desta terça. Sem Hulk, lesionado, Luiz Felipe Scolari apostou em Ramires para substituir o ponta direita e ninguém poderia pensar o quão errado isso daria. Neymar, muito mais do que quanto a Croácia, teve que se movimentar por todas as parte do ataque. Toda e qualquer chance brasileira surgia de seus pés - Oscar, que foi bem na estreia, esteve sumido como nos amistosos de preparação.

Na segunda etapa, a tática escolhida foi a de "abafa". Com Fred ainda pior do que quanto a Croácia, entrou Jô. Bernard foi a aposta para substituir Ramires. Mas continuou sendo Neymar o único que criava, às vezes com ajuda de Marcelo pela esquerda. Só que a pressão brasileira também deu espaço aos mexicanos, que começaram a arriscar chutes de fora da área e sempre com perigo. Com Ochoa garantindo as defesas atrás, o Brasil não soube como conseguir o triunfo, nem apostando em cruzamentos, nem em chutes de fora da área. Nada funcionou. Decepção para a torcida que esperava, no mínimo, uma atuação como a do 2° tempo da estreia.

O melhor : Ochoa - O goleiro mexicano mostrou por que foi a opção de Miguel Herrera na briga por vaga no gol (até a estreia, ninguém sabia quem jogaria, se ele ou Corona). A defesa em cabeçada de Neymar, aos 23 min; do 1° tempo, é uma das mais belas da Copa até aqui. Pouco depois, usou o peito para parar chute à queima-roupa de Paulinho. Com o peito, de novo, pegou chute de esquerda de Neymar. Não à toa, foi eleito pela Fifa o melhor da partida.

O pior : Ramires - O volante... Ou meia? Atacante, talvez? Exatamente esse foi o problema do substituto de Hulk na partida - ele ficou sem posição. Houve momentos em que ele apareceu como um segundo atacante. Outros em que cobria as subidas dos laterais (tomou cartão amarelo assim, por exemplo). E também oportunidades em que ajudava Paulinho e Luiz Gustavo a desarmar o meio mexicano. Foi mal nas três posições e acabou substituído no intervalo.

Toque dos técnicos : Felipão enxergou após 45 minutos que escalar Ramires não foi a melhor opção e colocou Bernard em seu lugar no intervalo. Em dois minutos, o jovem de 21 anos já havia criado uma grande chance para o Brasil, em cruzamento cortado pela zaga antes que Neymar pudesse marcasse de cabeça. Nem assim o Brasil saiu do zero no placar, mas surge uma nova opção para o caso de necessidade de ataque em velocidade pelas pontas.

Chave do jogo : A defesa mexicana esteve muito bem postada por todo o jogo. Claro, Ochoa segurou o ataque brasileiro, mas Rafa Márquez e Rodriguez salvaram ótimos ataques brasileiros por baixo e pelo alto. O México não precisou abdicar do ataque pela aposta defensiva de Miguel Herrera mas, se quisesse, ficou provado que teria funcionado.

Para lembrar :

A torcida mexicana se fez presente no Castelão. Por diversas vezes, enquanto o Brasil tocava a bola, era vaiado: pelos torcedores rivais. Além disso, o carisma: até "Seu Barriga" do seriado Chaves estava lá para dar o tom alegre das arquibancadas.

Daniel Alves novamente foi mal na lateral direita. Layún soube criar bons ataques para o México jogando naquela região. Peralta (e depois Chicharito), é que não souberam aproveitar os cruzamentos do meia.

Será que Felipão apelou para a superstição ? No primeiro tempo, o técnico da seleção ficou todo o jogo sem agasalho. Na segunda etapa, apesar do calor de 28°C em Fortaleza, se vestiu com a mesma blusa usada no Itaquerão, na estreia. Com a atuação abaixo da média do time, entende-se a tentativa.

O Brasil repete 1950 : empatou a segunda partida do Mundial em casa. Naquela ocasião, jogando no Pacaembu, ficou no 2 a 2 com a Suíça.

Ficha Ténica / BRASIL 0 X 0 MÉXICO 

Data : 17 de junho de 2014 / Horário : 16h00 (de Brasília)

Local : Castelão, em Fortaleza (CE)

Árbitro : Cuneyt Cakir (TUR)

Assistentes : Bahattin Duran (TUR) e Tarik Ongun (TUR)

Cartões amarelos : Ramires, aos 44 min. do 1°t, Thiago Silva, aos 33 min. do 2°t (BRA); Aguilar, aos 13 min., Vásquez, aos 16 min. do 2°t (MEX)

Brasil : Julio Cesar; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Paulinho, Luiz Gustavo, Ramires (Bernard, no intervalo) e Oscar (Willian, aos 37 min. do 2°t); Neymar e Fred (Jô, aos 24 min. do 2°t) / Técnico: Luiz Felipe Scolari

México : Ochoa; Aguilar, Rodriguez, Rafa Márquez e Moreno; Vásquez, Layún, Herrera (Fabián, aos 31 min. do 2°t) e Guardado; Giovani dos Santos (Jiménez, aos 37 min. do 2°t) e Peralta (Chicharito Hernandez, aos 27 min. do 2°t) / Técnico: Miguel Herrera


Com frango incrível, Coreia do Sul e Rússia fazem jogo morno e só empatam

Em um jogo que esquentou apenas nos minutos finais, Coreia do Sul e Rússia empataram em 1 a 1 em Cuiabá. O principal lance foi uma falha incrível do goleiro Igor Akinfeev, que tentou fazer uma defesa com mão mole e deixou entrar no gol um chute sem maiores pretensões da Coreia. Foi um grande frango, mas a Rússia conseguiu empatar logo depois.

A partida foi truncada e jogada principalmente no meio de campo. Os dois times criaram poucas chances e foram algumas vezes vaiadas pela torcida que compareceu à Arena Pantanal, a maioria brasileiros. O empate mantém a Bélgica, que vencera a Argélia mais cedo, líder do grupo H.

Fases do jogo:

A principal arma da Coreia era o entrosamento entre seus homens de frente, Park e Son. Os dois começaram o jogo tabelando na intermediária russa e, de seus pés, saíram os lances mais agudos no primeiro tempo. No lado europeu, a pouca capacidade ofensiva foi evidenciada pelas únicas alternativas de ataque que o time apresentou: lançamentos longos e cruzamentos na área.

Os asiáticos voltaram ao segundo tempo ensaiando uma pressão e passaram a arriscar mais de fora da área. A Rússia conseguiu o empate minutos depois de sair atrás no placar, e os 15 minutos finais tiveram ares de drama, com as duas equipes buscando a vitória até o fim.

O melhor : Son. O atacante de 21 anos já foi apelidado de "Neymar coreano" por causa de sua habilidade com a bola nos pés. Peça central do Bayer Leverkusen, o atacante teve boa atuação contra a Rússia, mas pecou nas finalizações.

O pior :Akinfeev. Antes do frango, o goleiro russo já vinha se mostrando bastante inseguro e chegou a bater roupa três vezes em bolas relativamente fáceis. Na quarta, a bola puniu.

Chave do jogo :o banco. Depois de um primeiro tempo morno, os dois times fizeram várias alterações, e dois homens que vieram do banco fizeram os gols Lee Ho e Kerzhakov.

Toque dos técnicos :O italiano Fabio Capello, um especialista em montar retrancas, parece que continua o mesmo: sua principal preocupação era deter as investidas rivais. Depois que a Coreia fez o primeiro, ele precisou mudar de estratégia e fazer seu time ir ao ataque.

Para lembrar:

O choro do goleiro.  Depois do frango, Akinfeev começou a chorar em campo e foi consolado pelos companheiros. Mas o maior consolo foi o gol de empate russo, que saiu minutos depois.

Apito final! Não, pera... O jogo estava tão chato que ainda aos 44min, o narrador da TV Globo Luís Roberto anunciou o apito para o fim do primeiro tempo. Mas o juiz estava apenas autorizando uma cobrança de lateral. Constrangido, o narrador se corrigiu: "Opa, na verdade teremos mais um minuto de acréscimo."

Coreia "brucutu". A seleção coreana não cumpre o velho estereótipo de jogadores baixos, rápidos e inocentes. Com atletas de boa estatura, seu jogo também se vale da força física e da marcação. Algumas vezes, o time foi desleal, como em uma entrada dura de Ki, que lhe valeu um cartão amarelo no primeiro tempo.  

Ficha Técnica / RÚSSIA 1 X 1 COREIA DO SUL

Data : 17/06/2014 - 19h / Local : Arena Pantanal (Cuiabá)

Árbitro : Nestor Pitana (ARG)

Auxiliares : Hernan Maidana (ARG) e Juan Pablo Belatti (ARG)

Cartões amarelos : Son, Ki (Coreia do Sul); Shatov (Rússia)

Gols : Lee Ho, aos 22min do 2º tempo (Coreia do Sul) e Kerzakov, aos 28min do 2º tempo (Rússia)

Público : 37.603 pessoas

Rússia : Akinfeev; Berezutski, Eschenko, Ignashevich e Kombarov; Glushakov, Fayzulin, Shatov (Dzagoev), Samedov e Zhirkov (Kerzhakov); Kokorin
Técnico: Fabio Capello

Coreia do Sul : Jung; Lee Yong, Kim, Hong e Yun; Han, Ki, Koo e Lee ChungYong; Son (Kim Bo) e Park (Lee Ho)
Técnico: Hong Myung Bo

Por Marcelo Oliveira / VídeoPlay Esporte


segunda-feira, 16 de junho de 2014

COPA DO MUNDO 2014 / FASE DE GRUPOS 16-06-2014


Alemanha goleia Portugal com três gols de Müller. C. Ronaldo? Sumiu

O melhor jogador do mundo estreou na Copa, mas quase nem deu para perceber. Cristiano Ronaldo só apareceu em cobrança de falta no fim. Pepe voltou a fazer das suas, expulso por agressão. E a Alemanha não perdoou. Goleou Portugal por 4 a 0, com três gols de Müller, e mostrou força em uma estreia promissora no Mundial.

A vitória maiúscula veio mesmo com Schweinsteiger poupado e com o artilheiro Klose no banco de reservas. E o forte calor do Nordeste, tão temido pelos europeus, não se mostrou empecilho para uma seleção que passou por uma temporada de treinos no litoral baiano. Alemanha volta a jogar no sábado, contra Gana, em Fortaleza. Portugal tenta a reabilitação no domingo contra os Estados Unidos, em Manaus.

As fases do jogo: 

Quem esperava uma Alemanha ofensiva se surpreendeu com formação mais cautelosa, com três meias rápidos para puxar o contra-ataque. Deu certo. Em contra-golpes surgiram o pênalti sofrido por Gotze, convertido por Müller, e o escanteio que terminou com o gol de cabeça de Hummels.

A expulsão de Pepe, na etapa inicial, deixou tudo ainda mais fácil. A inferioridade numérica cansou os portugueses e os gols foram saindo. Em tarde inspirada, Müller ainda marcou mais duas vezes em lances de oportunismo e construiu a goleada alemã.

O melhor : Müller – Atuando como 'falso 9', atacante alemão mostrou seu faro de artilheiro ao marcar três vezes na estreia. Isolou-se na artilharia da Copa do Mundo.

O pior : Pepe – Zagueiro português perdeu a cabeça quando sua seleção perdia por 2 a 0. Após dividida violenta, agrediu Thomas Müller com uma cabeçada enquanto o adversário ainda estava caído no chão. Levou o vermelho direto.

A chave do jogo : expulsão de Pepe – Se as coisas já estavam difíceis para Portugal, o cartão vermelho recebido pelo zagueiro tirou qualquer possibilidade de reação. Ainda no intervalo, o técnico Paulo Bento recompôs a defesa e recuou o time para tentar evitar uma goleada maior.

Toque dos técnicos : Joachim Low surpreendeu ao armar a Alemanha com uma linha de quatro zagueiros de ofício e Lahm deslocado para o meio-campo. O contra-ataque, puxado pelos velozes meias, mostrou-se mortal.

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Goleada da Alemanha sobre Portugal bagunça até cabelo de Cristiano Ronaldo12 fotos 12 / 12
Fim de jogo. Alemanha 4 x 0 Portugal. Cristiano Ronaldo deixa o campo com cara de choro (mas dá aquela última olhadinha no telão, é claro) Leia mais Phil Walter/Getty Images

Para lembrar:

De gritos a vaias. Cristiano Ronaldo provocou emoções distintas na Fonte Nova. Antes da partida, foi assediado e aplaudido durante aquecimento de Portugal. No segundo tempo, já com sua seleção atrás no placar, acabou vaiado todas as vezes em que pegou na bola.

'Bruxa' em campo. As duas seleções ganharam preocupações para os próximos jogos. Fábio Coentrão sentiu uma lesão muscular na coxa e deixou o campo de maca. Já Hummels sofreu um corte profundo no joelho direito durante disputa de bola e também acabou substituído.

Chanceler alemã com moral. Se Dilma Rousseff foi xingada pelos torcedores brasileiros na abertura da Copa, sua colega alemã recebeu tratamento completamente diferente. Angela Merkel foi bastante aplaudida quando sua imagem apareceu no telão da Fonte Nova.

Gol precoce. Ao balançar as redes aos 11 minutos do primeiro tempo, Thomas Müller anotou o tento de pênalti mais rápido  da Alemanha em Copas.

Ficha Técnica / Alemanha 4 x 0 Portugal

Data : 16/06/2014 - 13h (de Brasília) / Local : Fonte Nova (Salvador)

Árbitro : Milorad Mazic (SER)

Auxiliares : Milovan Ristic e Dalibor Djurdjevic (SER)

Cartões amarelos : João Pereira (Portugal)

Cartão vermelho : Pepe (Portugal)

Gols : Müller, aos 11 e aos 45 min, e Hummels, aos 31 min do 1º tempo; Müller, aos 32 min do 2º tempo

Alemanha : Neuer; Boateng, Mertesacker, Hummels (Mustafi) e Howedes; Lahm, Khedira, Gotze, Özil (Schurrle) e Kroos; Müller (Podolski). Técnico: Joachim Low

Portugal : Rui Patrício; João Pereira, Pepe, Bruno Alves e Fábio Coentrão (André Almeida); Miguel Veloso (Ricardo Costa), Raul Meireles e João Moutinho; Nani, Cristiano Ronaldo e Hugo Almeida (Éder). Técnico: Paulo Bento.

FONTE : UOL.COM.BR


Pelada padrão Fifa: Nigéria e Irã fazem o primeiro 0 a 0 da Copa

Depois de viradas espetaculares, goleadas, dramas e golaços, os jogadores de Nigéria e Irã provaram que uma Copa do Mundo também tem espaço para caneladas. Com muitos erros de passe, de posicionamento, escanteios mal batidos, tiros de meta chutados para lateral e 90 minutos que pareceram uma eternidade, o jogo mais fraco do Mundial terminou previsivelmente 0 a 0 em Curitiba. O primeiro empate e o primeiro jogo sem gols da Copa. As equipe foram vaiadas no fim da partida.

Os nigerianos até que tentaram tirar o zero do placar, mas esbarraram em um adversário com defesa bem montada e em suas próprias deficiências técnicas. Os iranianos, com muito medo de perder e pouca vontade de ganhar, ameaçaram pouco o gol adversário, mas saíram de campo com um empate que pode até ser considerado um bom resultado. Quem deve ter gostado do que se viu foram os argentinos, os próximos adversários dos dois times no Mundial.

Fases do jogo: 

A Nigéria dominou a posse de bola desde o começo e tentou atuar apenas no campo iraniano. Com pouca criatividade, porém, a principal arma era o chuveirinho. Em um desses lances no primeiro tempo, os africanos chegaram ao gol, mas o juiz o anulou indicando uma falta no goleiro persa.

O segundo tempo viu os nigerianos partirem com mais intensidade ao ataque, e os iranianos se defenderem na mesma medida. Mas nos lances mais agudos, os atacantes isolaram a bola ou os defensores conseguiram evitar o perigo com chutões e cabeçadas para o alto.

O melhor : Obi Mikell. Em um jogo de poucas alternativas ofensivas, o camisa 10 nigeriano, que defende o Chelsea, comandou o meio-campo de sua equipe e criou as poucas chances de gol.

O pior : Moses. Quando acionado, o atacante nigeriano falhou. Correu muito, mas não soube se livrar da marcação, além de errar passes-chave na entrada da área. Foi substituído no segundo tempo e não gostou.

Chave do jogo : o meio-campo congestionado. A opção dos técnicos de escalar, cada um, cinco homens no meio-campo acabou favorecendo a retranca persa.

Toque dos técnicos : O português Carlos Queiroz adotou uma estratégia clara: se defender o máximo possível e só sair ao ataque em situações de controle absoluto. Essa opção rendeu poucas ameaças à meta nigeriana. Os africanos tiveram o domínio da bola, mas pecaram tanto na criação de jogadas quanto na conclusão delas.

Para lembrar:

Beijaço anti-homofobia. Antes do jogo em Curitiba, militantes do movimento LGBTT promoveram um "beijaço" como forma de protesto às legislações homofóbicas no Irã e na Nigéria. Nos dois países, a homossexualidade é considerada um crime e punida até com pena de morte.

Troféu fair-play. Mesmo em um jogo difícil, os jogadores não apelaram para violência. A partida teve poucas faltas, e o único cartão amarelo saiu aos 30min do segundo tempo, em uma entrada um pouco mais forte do iraniano Timotian.

Primeiro empate da Copa. No 13º jogo, o Mundial registrou, além do primeiro placar em braco, o primeiro empate. 

Arquibancadas cheias. Foi a estreia da Arena da Baixada na Copa e a torcida encheu o estádio do Atlético-PR, apesar da baixa qualidade técnica das equipes em campo. Boa parte dos brasileiros apoiou o time mais fraco, o Irã.

Ficha Técnica / Irã 0 x 0 Nigéria

Data : 16/06/2014 - 16h / Local : Arena da Baixada (Curitiba)

Árbitro : Carlos Vera (EQU)

Auxiliares : Christian Lescano (EQU) e Stefan Lupp (EQU)

Cartões amarelos : Timotian (Irã)

Irã : Haghighi; Heydari (Masoud), Haji Safi, Hosseini e Sadeghi; Nekounam, Timotian, Montazeri, Ghoochannejad, Dejagah (Jahan Bakhsh); Pooladi
Técnico: Carlos Queiroz

Nigéria : Enyeama; Ambrose, Oshaniwa, Oboabona (Yobo) e Omeruo; Mikel, Onazi, Azeez (Odemwingie), Musa, Moses (Ameobi); Emenike
Técnico: Stephen Keshi


Com gol aos 29 seg e emoção no final, EUA batem Gana no sufoco

Jürgen Klinsmann, técnico dos EUA, foi duramente criticado por cortar Landon Donovan, melhor jogador da história do país, da lista final para a Copa. Se alguém planejou esperar um erro de algum atacante americano para lembrá-lo disso, teve que largar a "corneta" com 29 segundos de Mundial para os americanos. Foi o tempo necessário para que Dempsey, experiente atacante, fizesse o primeiro gol da vitória sobre Gana, na estreia de ambas as equipes pelo Grupo G. Mesmo sofrendo o empate, os EUA conseguiram se salvar no finalzinho na base da bola aérea, para triunfar por 2 a 1 na Arena das Dunas, em Natal, nesta segunda-feira.

A vitória dá aos EUA esperança de chegada às oitavas de final. Como Portugal foi goleado pela Alemanha por 4 a 0 também nesta segunda, e o próximo jogo dos americanos é contra os portugueses, a vaga pode surgir já na segunda rodada. Será que Klinsmann tem o segredo para segurar Cristiano Ronaldo?

Fases do jogo:

 Os EUA souberam como aproveitar o fato de, com menos de um minuto de jogo, estarem à frente. Apostaram na força defensiva e em contra-ataques. A defesa conseguiu impedir o toque de bola ganês, e o time africano acabou se baseando apenas na bola aérea.

Só que os americanos cansaram. Gana percebeu, marcou faltando 10 minutos e partiu para a pressão. Ninguém esperava, porém, que os EUA tivessem força para voltar a atacar. Foi necessária só uma tentativa: escanteio, cruzamento, cabeçada: gol e vitória.

O melhor : Dempsey - Klinsmann disse que levou Dempsey para a Copa e que não levou Donovan por motivos semelhantes - Dempsey provou que, com sua experiência, seria útil; Donovan, não. Com menos de um minuto, marcou o seu, dando tudo que o técnico alemão queria: a prova de que estava certo.

O pior : Kwarasey - O goleiro de Gana não falhou no 1° gol americano, mas mostrou insegurança em diversas bolas aéreas e em chutes de longe. Difícil de ver o goleirão agarrando uma bola - sempre "batia roupa" ou socava de forma torta. No segundo gol, a bola foi em cima dele. Ok, quicou no chão antes de entrar, mas com 1,90 m talvez fosse possível a defesa.

Chave do jogo : Gana insistiu durante 80 minutos em cruzamentos para a área. Nenhum deu resultado. Até que perceberam que o toque de bola resolveria. Em linda tabela entre Ayew, com direito a passe de calcanhar de Asamoah Gyan (sim, ele mesmo, o homem que perdeu o pênalti que levaria gana às semifinais da Copa de 2010, contra o Uruguai), os ganeses empataram. Só que foi pouco. Se tivessem insistido nisso o resto do jogo, talvez evitassem o triunfo americano.

Toque dos técnicos : O zagueiro Brooks entrou no intervalo no lugar de Besler, machucado. Alto, com 1,93 m, mostrou seu poderio... Mas no ataque. Aos 41 minutos da etapa final, subiu mais que a zaga de Gana e deu a emocionante vitória aos americanos. Mais um acerto de Klinsmann.

Para lembrar:

O gol de Dempsey, aos 29 segundos, foi o quinto mais rápido da história das Copas. O mais veloz continua sendo o de Hakan Sukur, que marcou em 11 segundos para a Turquia na disputa de 3° lugar de 2002, contra a Coreia do Sul. Depois: o tcheco Masek, em 1962, sobre o México, aos 15 segundos; o alemão Lehner, em 1934, contra a Áustria, aos 25 seg.; o inglês Bryan Robson, em 1982, sobre a França, aos 27 segundos.

Americano gosta de futebol sim, senhor! Pois bem. Além de ser o segundo país que mais comprou ingressos para o Mundial - atrás apenas do Brasil -, os EUA tiveram maioria da torcida na Arena das Dunas.

Foi a 3ª Copa seguida na qual Gana e EUA se enfrentaram. Em 2006, na fase de grupos, Gana venceu por 2 a 1. Em 2010, nas oitavas de final, os africanos repetiram o placar, mas o 2° gol só saiu na prorrogação. Acabou a freguesia.

Beckerman, o "Dunga dos EUA", foi o primeiro jogador com longos cabelos rastafári a jogar a Copa-2014. Nas redes sociais, mulheres adorando e homens fazendo piada.

Ficha Técnica / Gana 1 x 2 Estados Unidos

Data : 16 de junho de 2014 / Horário : 19h00 (de Brasília)

Local : Arena das Dunas, em Natal (RN)

Árbitro : Jonas Eriksson (SUE)

Assistentes : Mathias Klasenius (SUE) e Daniel Warnmark (SUE)

Cartões amarelos : Rabiu, aos 28 min. do 1°t (GAN)

Gols : Dempsey, aos 29 segundos do 1° t, e Brooks, aos 41 min. do 2°t (EUA); Ayew, aos 35 min. do 2°t (Gana)

GANA : Kwarasey; Kwadwo Asamoah, Opare, Boye e Mensah; Muntari, Andre Ayew, Atsu (Adomah, aos 31 min. do 2°t) e Rabiu (Essien, aos 24 min. do 2°t); Jordan Ayew (Boateng, aos 13 min. do 2°t) e Asamoah Gyan
Técnico: James Appiah

EUA : Howard; Johnson, Besler (Brooks, intervalo), Cameron e Beasley; Beckerman, Jermaine Jones, Bedoya (Zusi, aos 31 min. do 2°t) e Bradley; Dempsey e Altidore (Johansson, aos 22 min. do 1°t)
Técnico: Jürgen Klinsmann.

Por Marcelo Oliveira / VídeoPlay Esporte